quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Ouvidoria da faculdade de Letras



 
 Com o intuito de facilitar a comunicação entre os alunos do curso de Letras e a coordenação, foi criado o seguinte email:   ouvidoriauva@bol.com.br
 Por gentileza, não esquecer de informar na mensagem seu nome e matrícula.


Oportunidades profissionais

[lsm] estagiárias de Letras, Secretariado executivo e Administração – Urgente

Indústria Farmacêutica de grande porte seleciona estagiária:
Departamento: Diretorial Industrial
Procuramos estudantes dos cursos:
*Administração,
*Letras
*Secretariado Executivo
Do Período: 3º ao 7° Período
Turno do estágio: Horário: Manhã/Tarde (Estudar à noite)
Sexo do candidato: Feminino
Número de Vagas: 1
Benefícios:
Bolsa Auxílio R$: 1000,00 + Vt + alimentação no local + plano de
saúde e Odontológico
Uf / cidade / bairro: rj / rio de janeiro / curicica – jacarepaguá
Habilidades Desejadas: *Inglês Avançado imprescindível
*Pacote Office (Word, Excel, Power Point).
Principais Atividades a Desenvolver:
Suporte Administrativo à Área da Diretoria e Gerência
Industrial.
Perfil do Candidato:
* Boa Fluência verbal, comprometimento, dinamismo, postura.
Interessados devem encaminhar currículo com urgência para
carolina@institutocapacitare.com.br
colocando no assunto Cap
2420.
Boa sorte!

Fonte: http://www.empregoeempregos.com.br/lsm-estagiarias-de-letras-secretariado-executivo-e-administracao-urgente/ 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011






Cantinho da r.E.f.O.r.M.a.

Língua não se congela. Ela é viva, pulsante. Palavras e expressões em voga numa época caem em desuso em outra. Até mesmo tempos verbais são criados e eliminados, e não há sábios ou academias que possam deter a dinâmica histórica de uma língua.
Como muitos já sabem, a partir do dia 1º de janeiro de 2009, passou a vigorar no Brasil e em todos os países da CLP (Comunidade de países de Língua Portuguesa) o período de transição para as novas regras ortográficas que se finaliza em 31 de dezembro de 2012.
Pensando nisso, criamos o Cantinho da Reforma, em que serão abordados diversos tópicos relativos às alterações feitas em nossa língua.
Uma dica interessante: procure usar o que a reforma traz de novo. Fazendo esse uso, colocando-o em seu dia a dia, você evitará a terrível “decoreba”, visto que se tornará um processo natural!
Para inaugurar nosso Cantinho, trazemos abaixo uma das mudanças nas regras de acentuação.

Confira: Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).

Exemplos:



Como era
Como Fica
asteróide
asteroide
bóia
boia
colméia
colmeia
epopéia
epopeia
heróico
heroico
idéia
ideia
platéia
plateia








Contagem Regressiva: Faltam 16 meses para vigorar a rEfOrMa!!!


Confira também o vídeo abaixo:





Por Marcelle Farah
Letras - Português / Inglês
Liberdade


Com que liberdade no ar
Os pássaros em revoadas
Estão a voar
Enquanto o homem
Em uma gaiola está
Com que liberdade no arrebol
Exala os seus raios o sol
A iluminar o céu
Enquanto nos olhos do homem
Está o embaçado do véu
Será que pode o homem estar
Tão livre como as ondas do mar?
Não! Porque do mar resta apenas
O vazio da imensidão
Porque os gritos calam a sua voz
E por isso, o que há para todos nós
É pão e circo!
Mas o homem diz: eu não desisto!
Liberdade!
Liberdade!
Liberdade!
Será que ela existe de verdade?
Talvez...
Talvez um dia seja realidade.

Patrícia Vieira
Letras - Português / Inglês

Minha vocação é ser LivRe...
Revil... VRiLe... ILerv... VreLi...



Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer...
Devia ter me importado menos com problemas pequenos; ter morrido de amor...”
A letra satírica de “Epitáfio” possui uma característica da poesia, em geral, feita sobre um vivo como se este se tratasse de um morto. Devemos nos atentar para a conclusão do autor: somos livres.
O poeta não lamenta nem chora o tempo perdido, mas constata, no seu cotidiano, que poderia ter feito e sentido mais, mais, e... Mais; enxerga que deveria ter amado mais, se doado mais nas dores do necessitado, ter chorado mais com os que sofrem e, até mesmo, complicado menos o seu modo de conduzir a vida.
Futuros professores, somos bípedes!
Somos bípedes e livres para pensar, lutar e escrever.
É fundamental que tomemos consciência de que o dom da liberdade de escrita nos impulsiona a combater as desigualdades de nossa sociedade contemporânea.
Que nossa formação, nesta casa, possa sempre nos fortalecer com novos saberes, e que, no silêncio do coração, digamos:
“Devo amar mais, arriscar mais, e até errar mais;
Devo complicar menos... E ver o sol se pôr”.

O mês de Setembro traz consigo o Dia da Independência do Brasil. Não poderíamos, portanto, deixar de falar sobre liberdade. Assim, essa é a mensagem que a Equipe Bípedes deixa para você.



Para estrear o Frente a Frente, contamos com a ilustre participação do Professor Ozanir Roberti Martins. Confira abaixo a entrevista!

Bípedes: Em vista do feriado do dia 7 de Setembro, não podemos deixar de pensar na independência do nosso país, que está intrinsecamente relacionada à liberdade política, econômica e social que obtivemos desde então.  Não podemos esquecer também a nossa língua: falamos o idioma português por causa de Portugal. Contudo, é nítida a diferença existente entre o português realmente português e o brasileiro. Como o senhor enxerga essa emancipação, digamos assim, da nossa língua? Como o senhor vê essa questão de língua e liberdade?
Prof. Ozanir Roberti: Na verdade, eu penso que hoje a situação histórica até se inverteu. Nós temos uma língua que buscou a liberdade de Portugal. Depois da independência, a própria literatura encontrou caminhos para fazer com que a nossa língua tivesse contornos iguais aos de Portugal, mas que rompesse de vez em quando esses limites. É o caso dos poetas românticos, como, por exemplo, Gonçalves Dias que começa a utilizar expressões indígenas. É o caso de romancistas como Alencar, que, aos poucos, vai fazendo suas obras terem palavras vindas da cultura indígena, que começa a colocar o pronome de maneira diferente de Portugal. Para a nossa língua, a independência, sem dúvida, é uma espécie de marco, um marco que traz uma certa incorporação de novidades linguísticas em relação a Portugal, diferenciando o Português daqui do de Portugal. Porém, de lá para cá, com o passar dos anos, a mudança é realmente muito maior. Nós temos um vocabulário muito mais amplo que o de Portugal; principalmente pela aquisição de palavras de origem africana, as próprias palavras indígenas que eu já citei, e especialmente pela chegada de imigrantes não portugueses que trouxeram inúmeras palavras que acabaram incorporadas ao nosso idioma. Além disso, há um outro fator que é muito interessante. Talvez essa “frouxidão” na formação do português do Brasil tenha revelado um espírito altamente criativo. Então, nós criamos palavras com muito mais facilidade que o português de Portugal, e hoje o que se tem é uma atração muito maior do estrangeiro pela Língua Portuguesa do Brasil do que pelo Português de Portugal. Dessa forma, o nosso português seria o que está na moda, enquanto o de lá é bem menos atraente. Então, isso é, na verdade, uma forma de libertação. Não uma libertação que rompa os laços. Nós continuamos usando a língua portuguesa; mas uma língua portuguesa com um colorido próprio e, além disso, com uma força que parece acompanhar o potencial econômico do nosso país.

Bípedes:  “A norma culta é um instrumento de dominação das elites.” O que o senhor acha?
Prof. Ozanir Roberti: Não é verdade. A norma culta talvez seja mais difícil de ser conhecida. Logo, a elite, quase sempre, tem mais oportunidade de conhecê-la. Contudo, há muita gente de uma elite no Brasil hoje que desconhece completamente a norma culta, a qual, na verdade, deveria ser um instrumento posto à disposição de todos os cidadãos, para que tivessem os mesmos direitos. Se isso não ocorre, é porque a educação no Brasil ainda é muito incipiente, mas eu acredito que seja um estágio por que nós estamos passando, e que ela, no futuro, ao contrário do que muita gente pensa, será bem mais espalhada por aí.

Bípedes: Como o domínio da língua culta pode contribuir para o futuro do país?
Prof. Ozanir Roberti: Pode contribuir principalmente no avanço científico e tecnológico. Não há como negar que toda a parte de apoio intelectual, acadêmico, precisa da norma culta; a descoberta cientifica e o ensinamento técnico-científico dependem da norma culta. Então, o quanto mais nós conseguirmos desenvolver essa parte do ensino, especialmente na área tecnológica, mais nós vamos depender da precisão, da exatidão que se faz exatamente através da norma culta. É uma questão de necessidade real para o desenvolvimento tecnológico do país. Nós, na verdade, estamos muito atrás de países como Japão, Noruega, Coreia; é como se tivéssemos dois Brasis, o Brasil que consegue acompanhar, que é o Brasil de uma minoria, e aquele Brasil da grande maioria, que está defasado, e defasado tecnologicamente, porque está defasado linguisticamente. 

Bípedes:  A Internet está empobrecendo a linguagem culta?
Prof. Ozanir Roberti: Não. De maneira alguma. O que você tem na internet de diferente é apenas a ortografia. O garoto que escreve abs não lê abs, ele lê abraços. Então, a língua é a mesma, o que muda é a ortografia. Da mesma forma, temos aquela menininha que faz um elogio e coloca você é D+. Eu não leio aquilo como uma letra e um sinal de mais; eu estou lendo a palavra demais e entendendo que, quando ela diz você é D+, está fazendo um grande elogio. Assim, a língua da internet é a mesma língua que nós temos no nosso dia a dia. Ela tem uma aproximação mais real com a língua, não se discute isso, mas esse pessoal que acha que aquilo é uma língua diferente está totalmente errado. O que se tem é um registro diferente da mesma língua.

Bípedes:  Professor, qual seria a  mensagem para nós estudantes de letras,  no início de mais um período de formação?
Prof. Ozanir Roberti: A mensagem que gosto de deixar é sempre positiva: estudem. Saber não ocupa lugar; quanto mais vocês souberem, mais vocês estão preparados para as mudanças do futuro. E não tenham dúvida, a rapidez com que o mundo está mudando vai exigir que vocês estejam sempre preparados para essas alternativas. Vocês não devem se prender somente àquilo que querem, àquilo de que gostam; vocês têm de estar preparados para o que o mercado vai exigir de vocês. E, na nossa área, que é a da linguagem, os horizontes são muito amplos, cada vez mais amplos.